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viroses gastrointestinais são comuns nos dias de verão
Cuidado com as viroses de verão

Atenção redobrada com a comida e com a água da criançada, pois está aberta a estação das viroses gastrointestinais

Férias e dias de sol com os pequenos – principalmente na praia – muitas vezes são acompanhadas por perrengues, como as viroses gastrointestinais, tão comuns no verão. Antes de mais nada, vale ressaltar que “virose” é um termo genérico que se refere a toda doença ou infecção provocada por vírus. Porém, no verão, a palavra é utilizada para falar das gastroenterites virais.

Se durante o inverno os vírus, como o Influenza, atingem o sistema respiratório, no verão as gastroenterites virais entram em cena. Seus principais causadores são o enterovírus e o rotavírus. E as crianças são mais vulneráveis ao problema, já que na primeira infância o sistema imunológico ainda está em processo de desenvolvimento.

Sintomas das viroses gastrointestinais
  • Náusea;
  • Vômitos;
  • Dor abdominal;
  • Diarreia;
  • Mal-estar;
  • Febre (às vezes).
Viroses de verão: como evitar

Em primeiro lugar, é preciso ter muito cuidado com a água e com os alimentos oferecidos às crianças. As altas temperaturas aumentam o risco de deterioração dos alimentos e de contaminações. É importante também lavar as mãos antes de manipular as comidas e oferecê-las às crianças, assim como manter a higiene dos utensílios utilizados. Na praia, a combinação calor intenso, lotação e mãos sujas aumentam ainda mais a incidência das viroses, então o cuidado precisa ser redobrado.

Diagnóstico e tratamento

Na maioria das vezes, os sintomas são suficientes para o diagnóstico. Em casos raros, se o médico julgar necessário conhecer o vírus causador da virose, podem ser realizados exames laboratoriais. Porém, a descoberta não influencia a evolução do quadro ou o tratamento.

O tratamento quase sempre é feito com medidas de suporte, ou seja, hidratação e medicamentos para aliviar a dor, o enjoo e a febre. No entanto, casos de desidratação exigem hidratação endovenosa e até hospitalização.

11 sinais de desidratação em crianças
  1. Boca e peles secas;
  2. Olhos fundos;
  3. Tontura;
  4. Fraqueza;
  5. Cansaço excessivo;
  6. Diminuição da elasticidade da pele;
  7. Dor de cabeça;
  8. Diminuição ou ausência de lágrimas;
  9. Queda da pressão arterial;
  10. Aumento da frequência cardíaca;
  11. Moleira afundada nos bebês.

Fonte: Dra. Monique Cantoni

Pediatra

 

Criança com virose mão-pé-boca
Doença mão-pé-boca

Virose comum entre crianças de até 5 anos causas lesões dolorosas na boca e na pele

Febre, mal-estar, falta de apetite… Xiii, lá vem uma virose! Quem tem filho pequeno sabe que nos primeiros meses na escolinha ou no berçário as chances de o pequeno ter gripes, infecções e viroses aumentam. Isso ocorre porque espaços compartilhados por muitas crianças são favoráveis para a disseminação de vírus. Entre eles, o Coxsackie, da família dos enterovírus, que causa a doença mão-pé-boca.

Apesar do nome assustador, a doença mão-pé-boca é uma virose bem comum em crianças de até 5 anos, apesar de também ocorrer em adultos. O nome da doença se deve ao fato de que as lesões afetam geralmente as mãos, os pés e a boca. A princípio, começa a febre alta. Então, surgem manchas vermelhas e bolhas nas mãos, nos pés e ao redor dos lábios. Às vezes, surgem ulcerações semelhantes a aftas na boca, nas amigdalas e na faringe, que causam dor para comer e beber.

Transmissão da doença mão-pé-boca

A doença é mais comum durante o verão, porém também é possível ocorrer alguns casos nos meses mais frios. A transmissão do vírus ocorre pelo contato direto com outras crianças contaminadas através da saliva, fezes ou outras secreções, ou indiretamente por alimentos ou objetos contaminados. Como os pequenos nessa fase costumam colocar as mãos e os brinquedos na boca, o vírus se dissemina facilmente. Não existe vacina para a doença. Em casos muito raros, pode evoluir para meningite viral.

Tratamento da virose

O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas e na localização e aparência das lesões. Como ocorre com outras infecções virais, a doença mão-pé-boca regride espontaneamente depois de sete a dez dias. O tratamento é sintomático com antitérmicos e anti-inflamatórios para controlar a febre e a dor.

O ideal é que a criança permaneça em casa em repouso e tome bastante líquido – bebidas geladas, como sucos naturais, chás e água. Apesar da dor para engolir, é importante redobrar o cuidado para evitar uma possível desidratação. Ofereça também alimentos pastosos de fácil deglutição, como sopas, purês, mingaus, gelatina e sorvete.

Fonte: Dra. Monique Cantoni

Pediatra