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Sarampo na gravidez
Sarampo na gravidez

O sarampo na gravidez pode trazer riscos tanto para a mãe quanto para o bebê. E a vacina é contraindicada durante a gestação!

O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa. Apesar de ser mais comum em crianças, também acomete adultos – inclusive a doença é grave em gestantes e pode trazer riscos tanto para a futura mãe quanto para a saúde e para o desenvolvimento do bebê.

O contágio ocorre de forma direta através das secreções expelidas pela pessoa infectada. A fase mais crítica para a transmissão é dois dias antes e dois dias depois do início da erupção cutânea, as conhecidas manchas vermelhas. A doença pode ser confundida inicialmente com uma gripe ou outra virose, já que a pessoa apresenta febre alta, coriza, congestão nasal, tosse persistente e irritação nos olhos. Em seguida, aparecem as manchas avermelhadas no rosto que depois se espalham pelo corpo.

A melhor forma de prevenção é a vacina. Inclusive, o Ministério da Saúde lançou a campanha nacional de vacinação contra o sarampo em outubro com o objetivo de barrar o surto da doença ocorrido nos últimos meses. No entanto, como a vacina trivalente (sarampo, caxumba e rubéola) é feita com vírus atenuado da doença, é contraindicada para gestantes. Como a gestação baixa naturalmente a imunidade da mulher, se ela for vacinada corre o risco de contrair a doença ou ter complicações. Medidas de higiene, como lavar sempre as mãos e usar álcool em gel, podem ajudar as futuras mamães a se prevenirem. Depois do parto, porém, a vacina está liberada.

Quais são os riscos de contrair sarampo na gravidez?

Como durante a gravidez ocorre naturalmente uma queda da imunidade, as gestantes são mais suscetíveis às possíveis complicações da doença, incluindo:

  • Acometimento do sistema nervoso central da gestante;
  • Infecções respiratórias (como pneumonia e broncopneumonia);
  • Malformações no feto;
  • Aborto espontâneo;
  • Parto prematuro;
  • Óbito fetal.
Quem está planejando engravidar deve se vacinar!

As mulheres que desejam engravidar devem estar em dia com o calendário de vacinação. O recomendado é tomar a vacina contra o sarampo pelo menos um mês antes da concepção. Se possível, dois ou três meses antes. A gestação deve ser evitada no primeiro mês após a aplicação. A vacina trivalente também garante imunidade contra a rubéola, doença que quando contraída durante a gestação pode causar malformações sérias no feto, como surdez, catarata, glaucoma, problemas cardíacos e neurológicos.

Campanha nacional contra o sarampo de 2019

Em outubro começou a campanha nacional de vacinação contra o sarampo. A primeira etapa focou em crianças de 6 meses a 5 anos. Em 18 de novembro, começa a segunda etapa e o público-alvo é a população entre 20 e 29 anos. O objetivo é proteger cerca de 13 milhões de adultos no país. No entanto, a vacina tríplice viral é disponibilizada o ano todo gratuitamente nos postos do Sistema Único de Saúde (SUS) para crianças e adultos. Vacine-se!

Confira mais sobre o sarampo em crianças e a vacinação contra a doença aqui!

 

Dr. Sérgio Guisard

Ginecologista e Obstetra

 

Sarampo: você já vacinou seu filho?

O sarampo está deixando os pais de cabelos em pé. E a melhor forma de prevenção contra a doença é a vacina

O aumento dos casos de sarampo registrados nos últimos meses no país tem levado a uma série de dúvidas sobre a doença e sua principal forma de prevenção, a vacina. A situação é grave especialmente no Estado de São Paulo. Inclusive, o Governo ampliou a imunização entre o público infantil, entre 6 meses até 1 ano de idade, faixa etária considerada vulnerável pelo Ministério da Saúde.

A epidemia de sarampo é um problema mundial. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a doença foi responsável por cerca de 110 mil mortes em 2017. O Brasil não registrava casos adquiridos no próprio país desde o ano 2000, de acordo com o Ministério da Saúde, somente casos importados. No entanto, a queda na cobertura vacinal trouxe o sarampo de volta ao país: de janeiro a agosto deste ano, já foram confirmados 1.845 casos da doença.

Isso ocorre porque quando o vírus, que é altamente transmissível, encontra pessoas suscetíveis por não estarem imunizadas, ele se espalha facilmente. Afinal, o sarampo é uma doença infectocontagiosa transmitida facilmente por meio de secreções expelidas pela fala, tosse ou espirro, antes mesmo de aparecer a vermelhidão na pele, o sintoma mais característico.

 

Vacinação contra o sarampo

Rotineiramente, a primeira dose da vacina contra o sarampo é realizada quando a criança completa um ano, com a tríplice viral, que também protege contra a rubéola e a caxumba. Aos 15 meses, é feito o reforço com a tetra viral, que protege também contra varicela (catapora). Nas clínicas particulares, pode-se realizar duas doses da tetra viral, uma com 1 ano e a outra aos 15 meses.

Recentemente, a vacinação foi ampliada no Estado de São Paulo para os pequenos entre 6 e 12 meses, considerando a vulnerabilidade de casos graves e até óbitos nessa faixa etária. A chamada “dose zero” é uma imunização adicional e não é contabilizada no calendário vacinal da criança. Então, com 1 ano de idade, a criança deverá tomar a primeira dose da tríplice viral – com um intervalo de pelo menos 30 dias após a “dose zero”.

Se a pessoa já teve sarampo, não há necessidade de tomar a vacina, pois ela não contrairá a doença pela segunda vez. Quem passou pela vacinação infantil antes de 1992 ou não consegue verificar se recebeu duas doses, deve tomar o reforço da vacina. Não é prejudicial tomar doses adicionais contra o sarampo.

Atenção: crianças com APLV (alergia à proteína do leite) grave não devem receber a tríplice viral do fabricante Serum Institute of India, pois a imunização pode conter traços de lactoalbubina. Os demais fabricantes estão liberados.

 

O sarampo em crianças

Os principais sintomas do sarampo são: febre alta acima de 38.5o, dor de cabeça, nariz escorrendo, tosse, olhos avermelhados e conjuntivite, manchas brancas na mucosa bucal aproximadamente 1 a 2 dias antes do exantema, e a característica exantema, que são as manchas vermelhas pelo corpo – elas surgem primeiro no rosto e atrás das orelhas e, depois, se espalham pelo corpo.

O vírus pode evoluir para quadros graves, principalmente em crianças de até 1 ano, gestantes, adultos jovens e pessoas imunodeprimidas. Entre as complicações da doença estão pneumonia, otite (infecção no ouvido), diarreia e doenças neurológicas.

 

Como tratar o sarampo?

Como é uma doença viral, não existe um tratamento específico. É necessário isolar a criança doente para evitar a transmissão. Ou seja, nada de levar à escola, sair de casa ou receber visita! O tratamento é sintomático: utilizar medicação contra a febre, intensificar a hidratação e o suporte nutricional. Pode-se administrar, com a orientação do pediatra, vitamina A para reduzir a ocorrência de casos graves e até letais.

 

Fonte: Dra. Monique Ribeiro Cantoni 
Pediatra