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Acesso a redes sociais pode estar relacionado a depressão
Redes sociais e depressão

A vida digital descontrolada impacta na autoestima de adolescentes e pode agravar transtornos mentais como depressão

Já existe uma geração que não sabe o que é a vida sem curtidas, pois nasceu em um mundo onde as pessoas dedicam horas por dia no Facebook, Instagram, YouTube e outras redes sociais. Mídias que frequentemente expõem adolescentes a imagens de pessoas em situações felizes, com um estilo de vida invejável e um corpo perfeito.

Esse contato com versões idealizadas da vida real pode estar ligado ao agravamento de transtornos mentais como ansiedade e depressão. Diversos estudos recentes investigam essa relação. Uma pesquisa realizada pela University College London, por exemplo, mostrou que adolescentes que passam mais de cinco horas nas redes sociais apresentam mais sinais de depressão do que os que não acessam tanto as contas virtuais.

Outro estudo realizado com mais de 4 mil jovens canadenses e publicado no jornal científico Jama Pediatrics sugeriu que os sintomas de depressão estão diretamente ligados ao tempo gasto em telas, principalmente em televisão e redes sociais. Outra pesquisa britânica, realizada pela Royal Society for Public Health, apontou que as taxas de ansiedade e depressão entre jovens de 14 a 24 anos aumentaram 70% nos últimos 25 anos. Cerca de 70% dos entrevistados revelaram que as redes sociais fazem com que eles se sintam pior em relação à própria autoimagem – e o número sobe para 90% quando a fatia analisada são as meninas!

redes sociais pode causar sentimento de frustração

Além de agredir a autoestima, a exposição excessiva ao conteúdo compartilhado nas redes sociais pode impactar negativamente no sono e também aumentar o medo de “não pertencer”. Isso pode acabar contribuindo para a diminuição do rendimento escolar, para a falta de interesse em atividades esportivas e para o desenvolvimento de sintomas depressivos.

Como os adolescentes se encontram em uma fase de conflitos internos e desenvolvimento de emoções, podem considerar como modelo o que visualizam nas redes sociais. Ou seja, mundo “cor-de-rosa” e felicidade constante. Quando comparam com a realidade e se deparam com problemas verdadeiros, podem se ver envolto de sentimentos de frustração que podem culminar em um quadro depressivo.

Esse cenário ainda é recente e não existem estudos conclusivos sobre os efeitos que as redes sociais podem causar nas pessoas em longo prazo. Nem qual o limite saudável diário de uso. É praticamente impossível privar os jovens do acesso a esses aplicativos, porém é importante zelar para que eles usem a tecnologia de forma equilibrada e que não deixem os amigos e as outras atividades de lado. No entanto, se os pais notarem que o vício está fugindo do controle, devem procurar ajuda de um psicólogo o quanto antes.

Fonte: Márcia Cristina Gomes Correa

Psicóloga Clínica