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Prebióticos e Probióticos

Têm se falado, cada vez mais, sobre probióticos, prebióticos e dos simbióticos, seu consumo vem aumento gradualmente, mas sera’ que estamos usando de maneira correta?

Vamos primeiramente diferenciar probióticos de prebióticos e simbióticos.

A Organização Mundial de Saúde define probióticos como “microrganismos vivos que quando administrados em quantidades adequadas conferem benefícios à saúde do hospedeiro”. São substâncias inativadas que agem como suplemento energético ajudando nossa flora intestinal de bactérias. Já os prebióticos, que não são digeríveis pelo nosso organismo, ajudam no crescimento e na atividade das bactérias do nosso intestino. Os simbióticos são combinações de prebióticos e probióticos.

Benefícios dos Probióticos

Os probióticos têm um papel importante no equilíbrio imunológico, aumentando a imunidade por meio da interação direta com as células do sistema imune. São utilizados no combate a diarreia infecciosa aguda, diarreia associada ao uso de antibióticos, pois os antibióticos matam as bactérias boas e ruins, diarreia associada a Clostridium difficile, algumas doenças do figado, colites(inflamação do intestino), síndrome do intestino irritável(que provoca alterações no habito intestinal, com mais de 3 evacuações ao dia), cólicas intestinais, aumento de gazes, constipação intestinal, prevenção de câncer intestinal entre outras.

Por outro lado, há evidências de que os probióticos não são eficazes para pancreatite aguda e doença de Crohn, não devem ser usados em grandes concentrações(pode levar a diarreia).

Uma metanálise com 5.171 participantes encontrou uma redução no risco de diarréia do viajante com uso de probióticos. Para a prevenção da diarréia do viajante, os probióticos devem ser iniciados dois dias antes da viagem e continuados durante a viagem.

Outra meta-análise em 2.102 crianças, comparando probióticos versus controle para o tratamento da diarréia aguda mostrou uma redução significativa na duração da diarréia com o uso de probióticos. Outra meta-análise envolvendo 1.229 crianças descobriu que a administração de Lactobacillus reuteri reduziu a duração da diarréia e aumentou a taxa de cura. No entanto, há controvérsias sobre o tratamento com probióticos em crianças com diarréia aquosa aguda causada predominantemente por rotavírus.

Probióticos são eficazes para crianças e adultos com constipação. Os pacientes devem iniciar probióticos no início dos sintomas e continuar à medida que os sintomas persistirem. Diversos estudos incluindo adultos e crianças com constipação crônica idiopática relataram um aumento significativo no número médio de fezes por semana em pacientes tratados com probióticos vs. Placebo

Benefícios dos Prebióticos

A literatura científica indica que o aumento da ingestão de fibra prebiótica melhora imunidade, digestão, densidade óssea, regularidade de evacuações e consistência das fezes, controle de peso e saúde do cérebro.

Aonde podemos encontrar?

Probióticos estão disponíveis em duas formas principais: alimentos e suplementos alimentares. São encontrados no processo de fermentação em alimentos como iogurte, chucrute, sopa de missô, kimchi, massa azeda, tempeh e kombucha(um tipo de chá fermentado) e outros, também estão disponíveis em forma de pílulas.

Kefir de leite é uma ótima fonte de probióticos, contém lactobacilos e bifidobactérias em altas doses, podemos encontrar mais de 50 tipos diferentes de bactérias no kefir.

Um em cada cinco americanos tomam probióticos para problemas digestivos

Prebióticos são ingredientes alimentares “não-vivos” que atingem o intestino grosso e “alimentam” as boas bactérias. Prebióticos como frutooligossacarídeos (FOS) e galacto-oligossacarídeos (GOS) são encontrados naturalmente em muitos alimentos, incluindo:

Legumes, Produtos de trigo integral, alimentos à base de centeio, alcachofras, cebolas, repolho, alho e raiz de chicória que contém inulina.

Conclusão

Os probióticos são seguros, quando bem indicados, para bebês, crianças, adultos e pacientes mais velhos, mas recomenda-se cautela em populações com baixa imunidade ou que tomem medicamentos imunossupressores.

Uma revisão sistemática da Agência de Pesquisa e Qualidade em Assistência à Saúde Americana com 387 estudos e 24.615 participantes não encontraram aumento significativo no número de eventos adversos em indivíduos tratados com probióticos de curto prazo (menos de um mês) em crianças, adultos ou pessoas idosas.

No entanto, uma revisão sistemática de 17 estudos, incluindo 1.530 pacientes com câncer, encontrou cinco casos de bacteremia relacionada a probióticos, demonstrando que devemos ter cautela com o uso indiscriminado e em determinados pacientes

 

Ter uma combinação de alimentos ricos em prebióticos e probióticos e completar com um suplemento, se necessário, pode ajudar nosso corpo a manter um equilíbrio saudável de boas bactérias e apoiar a saúde e o bem-estar.

Estudo revela desapontamento com Ômega 3 quanto a proteção cardíaca e AVC

Os ácidos graxos ômega-3 podem não reduzir o risco de eventos cardiovasculares, mortes por doença coronariana como infarto, derrames ou arritmias cardíacas, é o que sugere uma nova pesquisa lançada em julho de 2018.

Uma revisão sistemática Cochrane que abrangeu achados de 79 estudos envolvendo mais de 112.000 pessoas não encontrou evidências de que o aumento do consumo de ácido alfa-linolênico (ALA) e ácidos graxos ômega-3 de cadeia longa (LCn3) ou ácido docosahexaenóico aumentem a saúde cardiovascular ou protegem contra a morte por todas as causas cardiovasculares.

Evidências de baixa / moderada qualidade sugerem que o ALA pode reduzir levemente os eventos cardiovasculares, mortalidade e arritmias, e evidências de alta qualidade sugerem que o Omega 3 pode reduzir os triglicerídeos e aumentar o colesterol bom (HDL). Muitas diretrizes práticas recomendavam gorduras ômega-3, na forma de óleo de peixe ou suplementos, para melhorar a saúde cardiovascular. O Omega 3 é derivado de peixes, enquanto o acido alfa-linoleico vem de fontes vegetais e é parcialmente convertida em ácidos graxos Omega 3 dentro do corpo.

Alguns estudos na década de 90 sugeriam benefícios das gorduras ômega-3 contra doenças cardiovasculares, incluindo redução da pressão arterial, alteração do perfil lipídico, redução da trombose, produção de efeitos antiinflamatórios e antiarrítmicos, melhorando a função endotelial vascular e sensibilidade à insulina. So que esses estudos não foram consistentes e foram de baixo poder estatístico.

A Organização Mundial de Saúde questionou o real papel dessas gorduras e surgiu esse estudo para avaliar os efeitos das gorduras poli-insaturadas na saúde e, como parte desse projeto mais amplo, avaliar os efeitos das gorduras ômega-3 nos desfechos cardiovasculares.

Para investigar a questão, os pesquisadores revisaram 79 ensaios envolvendo 112.059 pessoas. Usando análises meta-analíticas e de sensibilidade, os pesquisadores descobriram pouco ou nenhum efeito do aumento do Omega 3 na mortalidade por todas as causas cardíacas comparado com placebo ou dieta habitual. Da mesma forma, pouco ou nenhum efeito foi encontrado para mortalidade cardiovascular, eventos cardiovasculares, doença coronariana, acidente vascular cerebral ou arritmia cardíaca. Resultados decepcionantes.

Os pesquisadores notaram que as gorduras ômega-3 reduzem os triglicérides a muito longo prazo e também aumentam ligeiramente o colesterol bom (HDL), mas outros efeitos para a saúde não parecem se seguir. Lembramos que o óleo de peixe não é isento de efeitos colaterais, incluindo toxicidade e altos níveis de mercúrio, e as gorduras ômega-3 podem prolongar o tempo de sangramento ou suprimir a resposta imunológica normal.

Precisamos nos concentrar em mudanças no estilo de vida que realmente funcionam, fazer uma dieta balanceada com proteínas(25%), grãos(25%), legumes, verduras e saladas(50%) com baixíssima adição de açucares, sal e gorduras, moderar em carboidratos, manter atividade física constante (mais do que 150min de atividade moderada por semana), ainda são a receita de longevidade e prevenção de eventos cardiovasculares como infarto e AVC.

Cabe mais uma vez o alerta que devemos esperar um pouco mais antes de gastar dinheiro com novos medicamentos e receitas que prometem “milagres”.

O projeto foi apoiado pelo Instituto Nacional de Pesquisa em Saúde, através do financiamento da Cochrane Infrastructure para o Heart Group. Hooper e co-autores não relatam conflitos de interesse. Johnson declara não haver conflitos de interesse.

 

Atividade física previne depressão e morte cardiovascular

Um estudo publicado no JAMA Psychiatry em 27 de junho de 2018 revelou que quanto melhor for o seu condicionamento fisico, menor será seu risco de depressão e morte por doença cardiovascular, esse benefício se extende por 20 anos. O estudo demonstrou que manter bom condicionamento físico ajuda a prevenir doenças como depressão e morte por doenças cardiovasculares e se mantem por ate 20 anos, ou seja quando você estiver na terceira idade.

A depressão é um transtorno caracterizado por estado melancólico (humor depressivo) e ou falta de interesse e motivação, pensamentos de morte e suicídio muitas vezes, ausência de capacidade de sentir prazer, alegria e felicidade, alterações psicomotoras (reflexos lentos), de sono (insônia), de apetite e sexual( falta de desejo), tido por muitos autores como o “Mal do seculo” por afetar muitas pessoas e por estar aumentando a cada dia mais.

Quanto a doença cardiovascular sabemos que é a principal causa de mortalidade em todo mundo. O estudo incluiu 17.989 pacientes avaliados e seguidos por 11 anos, entre os participantes, 80,2% eram homens, com média de idade de 50 anos.

Foi demonstrado um risco 16% menor de depressão e 56% menor de mortalidade cardiovascular no grupo de bom condicionamento físico.

Comece a se mexer hoje mesmo, crie hábitos saudáveis, faça atividade física regularmente, deixe a preguiça de lado.

Recomendamos 150 minutos por semana de atividade aeróbica moderada a vigorosa (por exemplo, caminhar, correr, nadar e andar de bicicleta) e treino de resistência duas vezes por semana.

O que precisa estar claro para o leitor é que a atividade física é preventiva, esse estudo mais uma vez, reforça a ideia de fazer exercícios regularmente para prevenir doenças e melhorar a qualidade de vida.

Bebidas com açúcar aumentam o risco nas doenças cardíacas

O consumo de bebidas com alto teor de açúcar, incluindo refrigerantes e sucos de frutas, está associado a um risco aumentado de mortalidade e morbidade por doença coronariana em adultos de meia-idade, particularmente aqueles com excesso de peso.

Existe consistente evidências de riscos de saúde associados à ingestão de bebidas açucaradas, Jean Welsh, PhD. MPH, segundo o professor assistente da Universidade Emory e diretor de pesquisa da Children’s Healthcare of Atlanta, Geórgia.

O estudo de cerca de 18.000 pessoas com 45 anos ou mais, mostrou que aqueles que consumiram as maiores quantidades de bebidas açucaradas e sucos de frutas tiveram até duas vezes mais risco de morrer de doença cardíaca coronária comparado com aqueles que consomem os níveis mais baixos das bebidas açucaradas. O risco de mortalidade foi maior entre aqueles que estavam acima do peso.

Durante o estudo no período médio de acompanhamento de 6,9 ​​anos, houve um total de 1465 mortes por todas as causas e 279 mortes por doença coronariana entre os 17.930 participantes do estudo.

Ao dividir os participantes em quartis dos menores e maiores consumidores de bebidas açucaradas, incluindo refrigerantes, frutas e sucos de fruta, os autores descobriram que o risco de doença coronariana e morte foi significativamente maior no quartil de ingestão de bebidas com açucares. Já as bebidas com adoçantes não demonstraram aumento da mortalidade.

Pesquisas anteriores sobre o assunto incluem um estudo de base populacional de dados da Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição (NHANES), que mostrou um risco 38% maior de mortalidade por doenças cardiovasculares em pessoas que consumiram 17% a 21% de calorias adicionando açúcar em comparação com aqueles que consumiram aproximadamente 8% das calorias do açúcar.

Outro estudo publicado em 2015 relacionou o consumo de bebidas adoçadas com açúcar com um número estimado de 184.000 mortes por ano, incluindo mais de 25.000 americanos.

Desse modo estamos cada vez mais convictos de que os açucares devem ser evitados e quando consumidos usar o bom senso, ou seja com muita moderação.

Epidemiologia e Prevenção da American Heart Association | Sessões Científicas de Estilo de Vida e Saúde Cardiometabólica 2018. Resumo 051 (P222). Apresentado em 21 de março de 2018.

 

O tabaco e seus prejuízos

O tabagismo é uma doença epidêmica que causa dependência física, psicológica e comportamental semelhante ao que ocorre com álcool, cocaína e outros.

Possui mais de 4.720 substâncias tóxicas, como: monóxido de carbono, amônia, cetonas, formaldeído, e mais 43 substâncias cancerígenas, além de muitas outras doenças incapacitantes e fatais como as cerebrovasculares, cardíacas e respiratórias.

O tabaco pode ser usado de várias formas e adicionado a outras substâncias nocivas e perigosas, quando misturadas podem aumentar ainda mais o poder destrutivo do tabaco como observamos no cachimbo, charuto, cigarro de bali ou Kreteks ou cigarro de cravo, cigarro de palha, cigarrilha, bidis, narguillé; aspirado (rapé); mascado (fumo-de-rolo, snuff). Todos contém nicotina e alguns, muitas outras substâncias nocivas a vida, causando dependência e risco de morte.

Segundo a OMS o tabagismo é a principal causa de morte evitável em todo o mundo, sendo responsável por 63% dos óbitos relacionados às doenças crônicas não transmissíveis. É responsável por 85% das mortes por doença pulmonar crônica (bronquite e enfisema), 30% por diversos tipos de câncer (pulmão, boca, laringe, faringe, esôfago, pâncreas, rim, bexiga, colo de útero, estômago e fígado), 25% por doença coronariana (angina e infarto) e 25% por doenças cerebrovasculares (acidente vascular cerebral). Além disso aumenta muito o risco de outras doenças, tais como – tuberculose, infecções respiratórias, úlcera gastrintestinal, impotência sexual, infertilidade em mulheres e homens.

No Brasil, segundo dados de 2015 da Fiocruz, ocorreram, em média, 156mil mortes ao ano, ou seja, 428 mortes por dia, e mais 378 mil doenças pulmonares provocadas pelo cigarro.O fumante passivo também sofre as consequências com 17.972 mortes ao ano.

Isso gera um gasto médio de R$56,9 bilhões ao ano para o tratamento das doenças provocadas pelo cigarro.

O Brasil ocupa o oitavo lugar no ranking de número absoluto de fumantes: 7,1 milhões de mulheres e 11,1 milhões de homens, a prevalência vem diminuindo ao longo dos anos. Em 1989 o percentual de fumantes de 18 anos ou mais no país era de 34,8%. Já em 2013, de acordo com pesquisa mais recente para essa mesma faixa etária em áreas urbanas e rurais, caiu para 14,7% graças a propaganda revelando os males do cigarro.

Os resultados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar do IBGE (2015) mostraram que a experimentação do cigarro foi de 18,4%, entre os escolares do 9º ano do ensino fundamental. O indicador de experimentação de cigarro para os meninos (19,4%) foi superior quando comparado às meninas (17,4%).
Um levantamento do Inca também demonstra que crianças que crescem expostas à fumaça do cigarro tem de 20% a 25% mais chances de desenvolver câncer de pulmão no futuro.

A OMS lançou a campanha em 2018, Tabaco: uma ameaça ao desenvolvimento.
Esperamos que essa campanha possa atingir o mior número de pessoas e que os jovens entendam e aprendam os riscos do primeiro trago.

Referências
1-Estudo tabagismo no Brasil: Morte, Doença e Política de Preços e Esforços
2- Vigitel 2016
3- www.brasil.gov.br/cigarro-mata ministério da saúde
4-OMS

 

Alerta: Hipertensão pode matar

Hipertensão Arterial é uma doença multifatorial que acontece quando os níveis pressóricos estão maior ou igual a 140 x 90, podendo ser tanto a sistólica (140) como a distolica (90) alterada em mais de uma medida, em condições de repouso.

No Brasil a hipertensão atinge 1/3 da população e mais de 60% dos idosos, contribuem com mais de 50% das mortes cardiovasculares.

Mais de 1 milhão de pessoas morrem por ano vítimas da hipertensão e mais de 3 milhões sofrem sequelas como cardiopatias, nefropatias, retinopatias, doenças cerebrovasculares como o AVC.

A hipertensão arterial é uma doença silenciosa que muitas vezes não dá sintomas nenhum mas  danifica órgãos vitais do nosso corpo. Fatores de risco como parentes de primeiro grau, obesidade, tabagismo, diabetes aumentam a chance de você ter hipertensão arterial.

Faça seu check up anual com seu médico para saber se você tem hipertensão e mantenha sua pressão em 120 x 80.