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Os fatores de proteção contra a iniciação sexual precoce e as práticas sexuais de risco na adolescência são a religiosidade, a educação sexual na escola e o monitoramento dos pais. A atitude restritiva ou permissiva dos pais em forma de conselhos ou conversas abertas sobre sexo não influenciam as vivências sexuais dos adolescentes, independentemente da cultura e de pertencer a uma condição socioeconômica mais ou menos favorecida.

Educação nas escolas e políticas públicas

As medidas educativas instituídas em escolas, bem como as políticas públicas, visando à promoção da saúde sexual e reprodutiva de adolescentes, são eficazes para prevenir a iniciação sexual precoce e o comportamento sexual de risco subsequente, assim como para prevenir os agravos relacionados com as práticas sexuais na adolescência.

O médico exerce um importante papel ao fornecer informações sobre a função sexual às adolescentes que procuram o consultório. É preciso que o médico tenha um olhar sobre a sexualidade na perspectiva da expressão natural da feminilidade da adolescente, que a motiva para buscar a relação sexual com a finalidade de obter o prazer físico e emocional, além da intimidade com o parceiro. Essas forças naturais que impelem a menina para iniciar a vida sexual não podem ser controladas por proibições ou conselhos para que ela postergue a iniciação sexual. Assim, é preciso que as adolescentes sejam informadas sobre as implicações da sexarca precoce e que práticas sexuais de risco podem resultar em gravidez não planejada, DSTs, depressão, entre outros.

 

 

Fatores que favorecem a iniciação sexual precoce:

BIOLÓGICO:

  • Impulso sexual associado à elevação dos androgênios na adrenarca

PSÍQUICOS EMOCIONAIS:

  • Prova de amor ao parceiro
  • Aumentar a intimidade emocional com o parceiro
  • Pressão do parceiro
  • Baixa autoestima e insegurança
  • Violência sexual (abuso sexual)

AMBIENTAIS:

  • Baixa condição socioeconômica
  • Ser filha de mãe adolescente
  • Influência do meio: amigas que iniciaram a vida sexual
  • Falta de monitoramento dos pais
  • Pais separados ou negligentes
  • Lares conflituosos
  • Conflito dos pais e com os pais
  • Viver com apenas um dos pais
  • Baixo nível escolar

DEFICIÊNCIA DE POLÍTICAS PÚBLICAS DE CUIDADO À SAÚDE SEXUAL DA ADOLESCENTE:

  • Ausência de programas de educação sexual na escola
  • Desconhecimento do adolescente sobre DSTs/SIDA
  • Falta de emprego, uso de drogas e álcool
  • Estímulo sexual precoce na mídia

 

Fonte: FEBRASGO – Federação Brasileira das Associação de Ginecologia e Obstetricia