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O tabagismo é uma doença epidêmica que causa dependência física, psicológica e comportamental semelhante ao que ocorre com álcool, cocaína e outros.

Possui mais de 4.720 substâncias tóxicas, como: monóxido de carbono, amônia, cetonas, formaldeído, e mais 43 substâncias cancerígenas, além de muitas outras doenças incapacitantes e fatais como as cerebrovasculares, cardíacas e respiratórias.

O tabaco pode ser usado de várias formas e adicionado a outras substâncias nocivas e perigosas, quando misturadas podem aumentar ainda mais o poder destrutivo do tabaco como observamos no cachimbo, charuto, cigarro de bali ou Kreteks ou cigarro de cravo, cigarro de palha, cigarrilha, bidis, narguillé; aspirado (rapé); mascado (fumo-de-rolo, snuff). Todos contém nicotina e alguns, muitas outras substâncias nocivas a vida, causando dependência e risco de morte.

Segundo a OMS o tabagismo é a principal causa de morte evitável em todo o mundo, sendo responsável por 63% dos óbitos relacionados às doenças crônicas não transmissíveis. É responsável por 85% das mortes por doença pulmonar crônica (bronquite e enfisema), 30% por diversos tipos de câncer (pulmão, boca, laringe, faringe, esôfago, pâncreas, rim, bexiga, colo de útero, estômago e fígado), 25% por doença coronariana (angina e infarto) e 25% por doenças cerebrovasculares (acidente vascular cerebral). Além disso aumenta muito o risco de outras doenças, tais como – tuberculose, infecções respiratórias, úlcera gastrintestinal, impotência sexual, infertilidade em mulheres e homens.

No Brasil, segundo dados de 2015 da Fiocruz, ocorreram, em média, 156mil mortes ao ano, ou seja, 428 mortes por dia, e mais 378 mil doenças pulmonares provocadas pelo cigarro.O fumante passivo também sofre as consequências com 17.972 mortes ao ano.

Isso gera um gasto médio de R$56,9 bilhões ao ano para o tratamento das doenças provocadas pelo cigarro.

O Brasil ocupa o oitavo lugar no ranking de número absoluto de fumantes: 7,1 milhões de mulheres e 11,1 milhões de homens, a prevalência vem diminuindo ao longo dos anos. Em 1989 o percentual de fumantes de 18 anos ou mais no país era de 34,8%. Já em 2013, de acordo com pesquisa mais recente para essa mesma faixa etária em áreas urbanas e rurais, caiu para 14,7% graças a propaganda revelando os males do cigarro.

Os resultados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar do IBGE (2015) mostraram que a experimentação do cigarro foi de 18,4%, entre os escolares do 9º ano do ensino fundamental. O indicador de experimentação de cigarro para os meninos (19,4%) foi superior quando comparado às meninas (17,4%).
Um levantamento do Inca também demonstra que crianças que crescem expostas à fumaça do cigarro tem de 20% a 25% mais chances de desenvolver câncer de pulmão no futuro.

A OMS lançou a campanha em 2018, Tabaco: uma ameaça ao desenvolvimento.
Esperamos que essa campanha possa atingir o mior número de pessoas e que os jovens entendam e aprendam os riscos do primeiro trago.

Referências
1-Estudo tabagismo no Brasil: Morte, Doença e Política de Preços e Esforços
2- Vigitel 2016
3- www.brasil.gov.br/cigarro-mata ministério da saúde
4-OMS