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Você já reparou no quanto rangemos ou apertamos os dentes durante o dia? Seja por estresse, nervosismo, ansiedade ou, até mesmo, involuntariamente. Imagina o quanto isso não pode estar acontecendo a noite? Afinal, é difícil saber o que ocorre com o nosso corpo enquanto estamos dormindo. Por consequência, muitas pessoas não sabem que sofrem de um transtorno involuntário e inconsciente de movimento, caracterizado pelo excessivo apertamento (fortes contatos dentários, silenciosos e sem movimentos mandibulares) e/ou ranger dos dentes (contatos dentários promovidos por movimentos da mandíbula que podem gerar sons desagradáveis), mais conhecido como bruxismo.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), na população mundial, cerca de 30% das pessoas têm a condição, logo, em alguns países, acredita-se que os casos de bruxismo estejam aumentando, talvez relacionados a um contexto de estilo de vida cada vez mais atribulado.

Causas e sintomas

As causas do bruxismo ainda não foram completamente esclarecidas, mas sua natureza multifatorial indica o envolvimento de fatores fisiopatológicos, psicossociais, hereditários e genéticos. Além disso, alguns estudos sugerem que sua presença está associada ao estilo de vida, ansiedade, concentração, estresse causado por responsabilidades familiares ou pressão no trabalho.

 

O bruxismo nem sempre provoca sintomas, ainda que algumas pessoas sintam dores faciais, dores de ouvido ou de cabeça quando acordam, outras percebem, com o tempo, a erosão dos dentes, mas, em geral, só descobrem apenas quando visitam o Cirurgião-Dentista.

 

Segundo Rayssa Ferreira Zanatta, professora da Faculdade de Odontologia da APCD, destaca também que “a avaliação da qualidade de vida dos pacientes e identificação de situações que podem estar relacionadas ao desencadeamento do bruxismo em vigília ou do sono deve fazer parte da rotina do Cirurgião-Dentista, visto que este pode ser o primeiro a identificar a ocorrência dessa condição”.

Gerenciamento, tratamento e qualidade de vida

Em relação às estratégias de controle do bruxismo, a conscientização do paciente para o problema deve ser sempre o primeiro passo, seguido da adoção de medidas que visem mudança comportamental do paciente. “A educação do paciente para que não encoste seus dentes durante o dia e controle outras parafunções é indicada nos pacientes com bruxismo em vigília”, adverte Naila Machado, doutora em Ciências Odontológicas Aplicadas pela Faculdade de Odontologia de Bauru – USP. A especialista indica que usar de artifícios para que o paciente se recorde de evitar este comportamento com o uso de adesivos, despertador ou até mesmo aplicativos de celular para auxiliar na ruptura desse hábito é recomendável. “As estratégias de orientação visam reduzir o estresse e melhorar o sono, como a prática de esportes, por exemplo. Associado a isso, o uso de placas estabilizadoras durante o sono, visam proteger as estruturas dentais do desgaste provocado pelo ranger destes”, aponta.

fonte: http://apcd.org.br